Joseph Roth (1894-1939)
Roth nasceu em Brody, uma cidadezinha na fronteira leste do Império Austro-Húngaro, filho de pais judeus. Estudou filologia em Lemberg e Viena, na Áustria. Foi oficial na Primeira Guerra Mundial, em seguida envolveu-se com a Revolução Bolchevista, na Rússia. Depois da guerra, voltou-se para o jornalismo e colaborou com inúmeros jornais. Em 1933, ano em que Hitler tomou o poder, deixou a Alemanha, indo se estabelecer em Paris, onde se tornou uma figura central na campanha intelectual contra o nazismo. Angustiado e sem vontade de sobreviver aos últimos vestígios de seu mundo, Roth morre em um hospital público de Paris. O jornalista e prosador deixou uma extensa obra: romances, ensaios, contos, reportagens e centenas de artigos de jornais.
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Hans Henny Jahnn (1894-1959)
Hans Henny Jahnn foi um escritor e jornalista alemão. Ele também trabalhou como construtor de órgãos, reformador de órgãos e editor de música. Durante seu exílio (1934-1946) na ilha dinamarquesa de Bornholm, viveu como fazendeiro e criador de cavalos, e escreveu romances de fôlego. Jahnn foi altamente controverso e sua obra extremamente polêmica por causa de suas representações literárias transgressoras de sexualidade e violência. De acordo com a História Social da Literatura Alemã (1981), sua obra literária o coloca entre os grandes solitários produtivos do século XX. Ele se via como um antimilitarista, pacifista,
opunha-se a toda e qualquer doutrina, incluindo ódio racial e pena de morte, e rejeitava a violência, inclusive contra os animais.
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